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Divino

Publicada em 02/10/18 às 14:22h - 450 visualizações
População divinense faz ato de comoção contra a troca do piso da Igreja Matriz de Divino
Sentença proferida pelo Tribunal Superior de Justiça contraria a população que não admite a destruição do atual piso de granito

Antenor Gonçalves Neto


Após a sentença proferida pelo Tribunal Superior de Justiça, a população divinense foi surpreendida com a decisão, de que a Paróquia Divino Espirito Santo terá que efetuar a troca do piso de granito colocado em 2011, pelo Piso de Ladrilho Hidráulico. O qual foi objeto da ação de Direito Administrativo e Constitucional através do Tombamento Provisório realizado em 19 de janeiro de 2011, pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Divino (COMPAC).

                        A mobilização mostrou que o povo divinense está de acordo com o Piso Novo, isso demonstra uma revolta por parte da população, até porque, seria um grande desperdício de tempo e dinheiro aplicado pela sentença judicial, sem o verdadeiro consentimento da população, pois acredita-se que o recurso para troca do piso, poderia ser empregado em outras causas sociais que afligem nosso município. Além disso, visa buscar o apelo ao respeito à decisão dos fiéis católicos que aprovaram o Piso Novo e evitar provocar danos morais imensuráveis, tanto os cancelamentos de batizados, casamentos e festas religiosas já agendados para os próximos meses, quanto à intervenção do templo para que os fiéis possam exercer suas práticas religiosas.  Neste domingo durante a Caminhada Bíblica foi feita uma corrente de fiéis da Igreja Matriz até o Fórum de Divino.

O clamor da população ao Judiciário é que haja o censo comum, tanto para que não seja cometida uma injustiça e desperdício de valores, quanto para o respeito com a decisão do povo divinenses pela manutenção do Piso Novo. Por isso, o objetivo da mobilização é despertar o Judiciário para que olhe com novos olhos e que se possível corrija alguma injustiça encontrada mediante o processo julgado.

                        Em entrevista, representantes da Paróquia Divino Espirito Santo justificaram que a troca do piso, se deu com o interesse em preservar a Igreja Matriz preocupando-se também com o embelezamento maior da Igreja e proporcionando uma maior harmonia arquitetônica no seu interior. A Paróquia afirma que em momento algum houve má fé de nenhuma das partes, nem muito menos dos Conselheiros à época que agiram de forma legítima em favor do cumprimento às regras de proteção ao Patrimônio Histórico Cultural do município.

                        Segundo informações do Jornal Impacto, em reunião realizada pelo COMPAC, no 18 de setembro de 2018, foi verificado que o “Piso de Ladrilho Hidráulico” não foi inventariado e nem tombado. Pois o mesmo, já apresentava degradação constantes relacionados à decomposição natural do material. Esse desgaste foi causando ao longo tempo, pela falta de barreiras contra a entrada de umidade ascendente pelo piso e pela junção da alvenaria com a torre, o que provocou manchas de umidade e um grande desgaste natural na alvenaria da Igreja Matriz. 

Os Conselheiros e Ex-Conselheiros da Gestão 2005-2006 a Gestão 2017-2018 que participaram da reunião para discutir especificamente sobre o assunto foram essenciais para elucidação dos fatos, e em razão disso, assinaram em conjunto uma declaração em que todos são a favor da manutenção do Piso Novo em granito, por considerar-se mais seguro para preservação de toda Estrutura Arquitetônica da Igreja Matriz. Afirmaram, ainda, que o objetivo do Tombamento Provisório era a preservação da Estrutura Arquitetônica Igreja Matriz como um todo, e, portanto, o ato foi realizado de forma legal e tempestiva. A denúncia ao Ministério Público à época foi legítima em razão do descumprimento da Lei de Proteção ao Patrimônio Cultural através da intervenção realizada na reforma da Igreja, sem o consentimento do COMPAC mediante processo de Tombamento Provisório da Igreja Matriz. Complementa ainda que, não foi dado continuidade ao ato administrativo à época, não havendo, portanto, a conclusão do Tombamento da Igreja Matriz em definitivo.

A mobilização foi marcada não pelo fato em desrespeitar o judiciário, mas sim na busca de justiça, em manter o Piso Novo. Considerando que todo o processo foi fundamentado em Inventário do Bem Igreja Matriz e não exatamente do Inventário do Piso de Ladrilho Hidráulico em questão, o qual nunca existiu, portanto, considera-se que ocorreu um erro de fato. Por isso, a população clama por justiça.                       

O que torna ainda mais preocupante, é o risco de uma nova intervenção da troca do piso provocar abalos na estrutura da Igreja Matriz e principalmente em outros bens integrados, que foram reconhecidos como de grande importância histórica para o município e, portanto, inventariados pelo COMPAC, como a Pintura do Teto (construído com base de barro e tela) e os Vitrais da encenação da Morte de Cristo, grafado com a doação de diversos familiares de nossa cidade.    

Diante do conhecimento desse fato novo, haja visto que em todo o processo judicial não se teve nenhum tipo de detalhamento do Piso Hidráulico, nem no Inventário da Igreja Matriz, está claro que também não existe um Inventário específico do mesmo. E considerando, ainda, que houve a desistência quanto ao Tombamento definitivo da Igreja Matriz pelo COMPAC, a direção da Paróquia Divino Espírito Santo está buscando então, uma nova ação judicial de efeito suspensivo que possa rever os fatos e fazer a justiça para manutenção do Piso Novo em granito e que atenda o clamor de toda a população divinense.

Veja todas as fotos clicando aqui!

Assista abaixo algumas partes da Caminhada Bíblica:




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