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Política

Publicada em 19/01/16 às 14:01h - 352 visualizações
Patrimônio de Dilma cresce 64% e de Aécio 305% em quatro anos
Os dois candidatos que lideram a disputa presidencial nas pesquisas apresentaram as declarações de bens ao Tribunal Superior Eleitoral

Infoglobo


 (Foto: Infoglobo)

BRASÍLIA - Os dois candidatos que lideram a corrida eleitoral, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), tiveram expansão significativa de seus patrimônios nos últimos quatro anos, de acordo com declarações de bens apresentadas ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto os bens da presidente aumentaram 64%, saindo de R$ 1,07 milhão para R$ 1,75 milhão, os do senador tucano aumentaram 305%, indo de R$ 617,9 mil para R$ 2,5 milhões. A inflação acumulada desde maio de 2010, medida pelo IPCA, é de 27,3%.

Nesses quase quatro anos em que ocupa o Palácio do Planalto, a presidente comprou um lote em Porto Alegre (RS), quitou outro, adquiriu mais joias, aumentou o montante depositado na poupança e em conta corrente, além do dinheiro guardado em espécie. Nas eleições passadas, a presidente declarou manter R$ 113 mil em dinheiro em espécie. Esse montante cresceu para R$ 152 mil. De acordo com a assessoria de imprensa da campanha à reeleição, trata-se de dinheiro que a presidente tem para viagens ao exterior. As despesas pessoais costumam ser pagas por ela. O valor declarado em joias adquiridas passou de R$ 52.500 para R$ 72 mil.

No caso de Aécio, boa parte do crescimento de seu patrimônio se deve à aquisição de cotas da Rádio Arco-Íris em 2010, no valor de R$ 700 mil, e à herança de cotas da Perfil Agropecuária e Florestal que agora totalizam R$ 666,7 mil em sua prestação.

APARTAMENTO NO RIO E EM BH

Além disso, o tucano também teve um salto nos valores que mantém em contas correntes, aplicações, fundo de previdência e título de capitalização, que passaram de R$ 55.400 para R$ 378.700, e comprou uma caminhonete Land Rover Freelander, por R$ 166.500. O tucano atribui boa parte de sua evolução financeira à herança recebida do pai, o ex-deputado Aécio Cunha, morto em outubro de 2010.

Segundo a assessoria da campanha tucana, o valor vem "dos rendimentos no período e da venda de bens recebidos como herança. Sobre a emissora (de rádio), as cotas foram adquiridas em dezembro de 2010, constando da declaração de imposto de renda daquele ano."

O tucano manteve os imóveis que tinha em 2010: dois apartamentos (um na Lagoa, no Rio, comprado em 1995, outro em Belo Horizonte, em 1996) três lotes em Nova Lima, adquiridos em 1990 e 1991, e 50% de imóvel na cidade de Cláudio (MG).

INVESTIMENTO EM JOIAS E IMOVÉIS EM PORTO ALEGRE

A maior parte dos investimentos de Dilma, 77%, está em imóveis e terrenos — três apartamentos, dois terrenos e uma casa. Com exceção de um apartamento em Belo Horizonte, todo o restante situa-se em Porto Alegre. Dilma mantém um Fiat Tipo 1996, que já havia declarado nas eleições de 2010.

Durante esses quatro anos em que ocupa a Presidência, a petista comprou um lote em Porto Alegre, no valor de R$ 337.900. Em 2010, ela havia declarado o pagamento de um sinal de R$ 49.500 em um outro lote no mesmo condomínio, registrado agora pelo valor de R$ 247.900. Já o valor declarado em joias adquiridas passou de R$ 52.500 para R$ 72 mil. Seus depósitos na caderneta de poupança passaram de R$ 46.894 para R$ 129.904. Além disso, a presidente declarou um saldo de R$ 1.212 em conta corrente no Banrisul e de R$ 8.768 na Caixa Econômica Federal. Ela também mantém R$ 3.660 em um fundo de investimento do Banrisul.

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSB, Eduardo Campos, teve uma evolução patrimonial de apenas 5%, bem abaixo da inflação acumulada desde 2010, quando apresentou sua candidatura à reeleição ao governo de Pernambuco. Atualmente ele tem um total de R$ 546.799 em bens, de acordo com declaração entregue ao TSE na última quinta-feira. Esse valor é de R$ 26.173 a mais do que o declarado em 2010, mas menor do que o montante declarado em 2006, quando disputou o governo pernambucano pela primeira vez, que foi de R$ 557.471.

EM SP, SKAF É O MAIS RICO

Dos candidatos a governador de São Paulo, o presidente licenciado da Fiesp Paulo Skaf (PMDB) é o que declarou maior renda ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE): R$ 17,7 milhões. Em 2010, quando o empresário foi candidato ao mesmo posto pelo PSB, seu patrimônio declarado foi de R$ 10,8 milhões. A maior parte de sua renda vem de participação em empresas. Entre elas, a Skaf Urbanização e Participação, BTS Construções e Solution Desenvolvimento Empresarial.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, que havia declarado ter R$ 960.900 em 2010, registrou este ano bens no total de R$ 1 milhão. Na lista, um apartamento em São Paulo de R$ 323 mil e um sítio de R$ 110 mil em Pindamonhangaba (interior de SP). Alckmin também possui um veículo Montana 2006/2007, avaliado em R$ 34 mil.

Já o candidato Alexandre Padilha, do PT, declarou ter R$ 530 mil. Seu único imóvel é um terreno de R$ 202.600 em Santarém (PA).




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