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Política

Publicada em 18/04/16 às 14:09h - 192 visualizações
Bolsa recua e dólar sobe, com mercado de olho em possível governo Temer

Folha de São Paulo


 (Foto: Reprodução da internet)

Passada a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o mercado financeiro doméstico agora aguarda definições sobre um possível governo do atual vice-presidente Michel Temer. O Ibovespa opera em leve queda nesta segunda-feira (18), enquanto o dólar sobe com mais uma intervenção do Banco Central no mercado de câmbio.

O substituto de Dilma vai evitar declarações até que o Senado avalie a decisão da Câmara, mas já discute a formação de sua equipe e as primeiras medidas de seu futuro governo.

"A Bolsa brasileira cai na manhã de hoje e o dólar sobe na esteira da realização do movimento das últimas semanas", avalia André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, em comentário ao mercado.

Perfeito destaca que, na sexta-feira (15), o Ibovespa acumulava mais de 37% de alta em dólar no ano. "Estava muito claro que teríamos alguma correção. Para [o índice] voltar a subir com força, precisaremos de informações adicionais sobre como o futuro ministério Temer vai agir", acrescenta.

Após subir 1,56% na sexta-feira (15), o principal índice da Bolsa paulista abriu em baixa nesta segunda-feira, chegando a perder mais de 1,60%. Há pouco, caía 0,11%, para 53.170,08 pontos.

Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos, comenta que o mercado tende a aguardar os próximos passos no Senado para confirmação do impeachment.

"O clima nebuloso agora recai sobre o futuro de um governo Temer, sem grandes apoios no Congresso", afirma Suzaki, em relatório. "Terá o novo presidente tempo e apoio para implementar as medidas para que consigamos retomar o crescimento? São reformas importantes e impopulares que devem ser discutidas. Essas dúvidas são, sim, impeditivas para melhora da Bolsa."

Além do movimento de realização de lucros, o cenário externo negativo, com a queda do preço do petróleo, pressiona a Bolsa. Além disso, é dia de vencimento de opções sobre ações.

As ações preferenciais da Petrobras recuavam 2,88%, para R$ 9,41, e as ordinárias perdiam 1,76%, para R$ 11,71.

Os papéis PNA da Vale chegaram a cair, mas mudaram de direção e subiam 1,11%, a R$ 14,45, e as ON avançavam 1,98%, para R$ 18,97. A alta do preço do minério de ferro na China beneficia as ações da mineradora.

Entre as siderúrgicas, CSN ON ganhava 4,11%; Gerdau PN perdia 1,27% e Usiminas PNA, +2,38%.

No setor financeiro, as ações operavam com sinais mistos: Itaú Unibanco PN recuava 0,57%; Bradesco PN, +0,19%; Banco do Brasil ON, +0,08%; Santander unit, +0,64%; e BM&FBovespa ON, -1,92%,

DÓLAR

O dólar iniciou a segunda-feira (18) em baixa ante o real, no dia seguinte à aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. No entanto, com mais uma atuação do Banco Central e com o cenário externo negativo, a moeda americana inverteu o sinal e passou a subir.

Além disso, segundo analistas, paira um clima de cautela em relação a um possível governo Temer.

A moeda americana à vista subia 0,28% há pouco, cotada a R$ 3,5563, enquanto dólar comercial avançava 1,02%, a R$ 3,5620.

O Banco Central realizou nesta manhã mais um leilão de swap cambial reverso. A operação equivale à compra futura da moeda americana pelo BC. Dos 80.000 contratos ofertados, foram aceitos 68.840, totalizando US$ 3,44 bilhões.

Pouco antes de a autoridade monetária anunciar a operação, às 9h15, tanto o dólar comercial quanto o à vista chegaram a recuar mais de 1%, e estavam no patamar de R$ 3,49.

JUROS

No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 recuava de 13,600% para 13,470%, e o DI para janeiro de 2021 caía de 13,040% para 12,860%. São os menores patamares desde o final de julho do ano passado, e refletem as expectativas de recuo da inflação.

pesquisa semanal Focus do Banco Central mostrou nesta segunda-feira (18) que a perspectiva para a Selic no final de 2016 é de 13,38% ao ano. O levantamento anterior apontava que a Selic terminaria 2016 a 13,75%. Para o final de 2017, permanece a projeção de economistas de que a Selic ficará em 12,25%.

O CDS (credit default swap), espécie de seguro contra calote e indicador da percepção de risco do país, subia 0,20%, aos 342,728 pontos, acompanhando a alta do dólar ante o real.

EXTERIOR

O petróleo opera em queda depois de um possível acordo entre países para congelamento da produção ter fracassado em reunião realizada neste domingo (17).

Em Londres, o Brent perdia 2,39%, para US$ 42,07 o barril; em Nova York, o WTI perdia 2,75%, para US$ 39,25 o barril.

Na Bolsa de Nova York, os índices abriram em baixa, reagindo ao petróleo, mas inverteram ao sinal refletindo balanços positivos de companhias americanas no primeiro trimestre.

Entre as Bolsas europeias, Londres recuava 0,08%; Paris (+0,08%); Frankfurt (-0,23%); Madri (-0,03%) e Milão (+0,15%). Os índices acionários na Ásia fecharam no campo negativo.




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