Na tarde desta sexta-feira (7), a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, foi atingida por ventos intensos que provocaram uma destruição sem precedentes. De acordo com a Defesa Civil estadual, o fenômeno foi oficialmente confirmado como um tornado de categoria F2, com ventos que chegaram a 250 km/h. Há suspeita de que, em alguns pontos, as rajadas tenham alcançado intensidade F3.
O balanço mais recente aponta quatro mortes confirmadas em Rio Bonito do Iguaçu e uma em município vizinho. Ao menos 432 pessoas ficaram feridas, muitas com cortes e fraturas causados por destroços lançados pelos ventos. Estima-se que 80% da área urbana tenha sido afetada, segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).
Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Secretaria de Saúde atuam na cidade desde as primeiras horas após a tragédia. As equipes trabalham no resgate de vítimas, remoção de escombros e atendimento médico emergencial. A energia elétrica e a rede de comunicação foram parcialmente restabelecidas, mas grande parte do município ainda enfrenta interrupções.
O governo estadual informou que cerca de 10 mil pessoas foram impactadas diretamente pelos ventos. Vinte e oito moradores permanecem desabrigados, e aproximadamente 1.000 estão desalojados. Os desabrigados foram encaminhados para abrigos em Laranjeiras do Sul, município vizinho, onde recebem apoio e transporte emergencial.
A destruição é visível por toda a cidade. Casas, comércios e prédios públicos foram destelhados ou completamente destruídos. Estradas estão bloqueadas por árvores e postes caídos, e muitas famílias perderam tudo o que possuíam. A Defesa Civil e o governo do Paraná estão distribuindo telhas, cestas básicas, colchões e kits de higiene para as famílias atingidas.
O Simepar explicou que o tornado foi causado pela formação de uma supercélula, tipo de tempestade severa associada a uma frente fria e a um sistema de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o Sul do Brasil.
De acordo com o órgão, este é um dos fenômenos climáticos mais fortes já registrados na região nas últimas décadas. Os levantamentos de danos e o atendimento às vítimas continuam sendo realizados por equipes estaduais e municipais.
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