BRASÍLIA - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã deste sábado (22), em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília. A detenção, de caráter preventivo, foi solicitada pela própria PF e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações da CNN Brasil, viaturas descaracterizadas chegaram ao condomínio por volta das primeiras horas da manhã. Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da PF, onde desembarcou por volta das 06h35, passando em seguida por exame de corpo de delito no Instituto Nacional de Criminalística.
Fontes da Polícia Federal indicam que a convocação de uma vigília em frente ao condomínio, feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também influenciou no pedido de prisão preventiva. A ação ocorre no contexto das investigações sobre tentativa de golpe de Estado, processo no qual o ex-presidente já havia sido condenado a 27 anos e três meses, embora a pena ainda não esteja em execução.
A decisão de Moraes determinou que a prisão ocorresse sem algemas e sem exposição pública, ressaltando o respeito à dignidade do ex-mandatário.
Outro ponto destacado na decisão é que Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica por volta da meia-noite, o que, segundo o ministro, configuraria risco de fuga e justificaria a conversão da prisão domiciliar em preventiva.
A prisão será analisada pela Primeira Turma do STF em sessão virtual extraordinária marcada para segunda-feira (24), quando o colegiado deverá referendar - ou não - a decisão de Moraes.
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um trecho bíblico após a prisão: “Levantarei os meus olhos diante do morro de onde vem o meu socorro. Eu confio no Senhor”, escreveu.
O caso segue em atualização.
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