Moradores e turistas relatam transtornos recorrentes, enquanto manifestações e presença policial geram debate sobre gestão e direito à mobilização
Guarapari, um dos destinos turísticos mais procurados do Espírito Santo durante o verão, enfrenta mais uma temporada marcada por problemas antigos que voltam a se repetir. Entre as principais reclamações estão a falta de abastecimento de água, o aumento do IPTU para 2026 e críticas à atuação da administração municipal, fatores que vêm gerando revolta entre moradores e turistas.
Recentemente, uma manifestação popular organizada pelas redes sociais foi marcada para o dia 10 de janeiro, no acesso à ponte da cidade, com o objetivo de chamar atenção para a crise no abastecimento de água, que afeta bairros inteiros justamente no período de maior fluxo turístico.
No entanto, o ato acabou ganhando novos contornos após a forte presença da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) no local. Segundo relatos recebidos por entidades e organizadores, parte da população interpretou o policiamento como uma forma de intimidação, supostamente solicitada pelo Executivo municipal, o que ampliou ainda mais o debate nas redes sociais e grupos comunitários.
Diante da repercussão, a ONG OTG – Controle Social e Político informou que foi bastante demandada para esclarecer os fatos e, por isso, solicitou um posicionamento formal do Comando do 10º Batalhão da PM de Guarapari, que explicou que o emprego da força policial ocorreu dentro dos protocolos legais, visando garantir a ordem pública e a segurança de todos os envolvidos.
A entidade também aproveitou para orientar movimentos sociais e organizadores de atos públicos, recomendando que manifestações sejam previamente comunicadas à PMES, a fim de assegurar legalidade, legitimidade e segurança, tanto para os manifestantes quanto para a população em geral.
Além da crise hídrica, outro ponto que tem gerado indignação é o aumento do IPTU previsto para 2026, que motivou a convocação de um novo protesto, marcado para o dia 18 de janeiro, às 15h, com concentração no calçadão da Praia do Morro. O ato também critica o que os organizadores chamam de ingerências da gestão municipal e convoca a população a levar cartazes e participar do movimento.
Enquanto isso, comerciantes, moradores e turistas relatam preocupação com os impactos desses problemas na imagem da cidade, que depende fortemente do turismo para movimentar a economia local. A expectativa é que os órgãos responsáveis se manifestem de forma mais clara e apresentem soluções concretas para questões que, segundo a população, se arrastam há anos.
O Jornal O Impacto seguirá acompanhando o caso e trará novas informações assim que houver posicionamentos oficiais da Prefeitura de Guarapari e dos demais órgãos envolvidos.
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