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Tragédia das chuvas na Zona da Mata escancara cortes na prevenção, mobiliza governo federal e gera revolta popular

Por Redação | Jornal O Impacto

Publicada em 26/02/2026 às 14:49h - 425 visualizações - Antenor Gonçalves Neto DRT: 18.587/MG


Tragédia das chuvas na Zona da Mata escancara cortes na prevenção, mobiliza governo federal e gera revolta popular
 (Foto: Divulgação )



As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira nos últimos dias provocaram uma das maiores tragédias climáticas recentes em Minas Gerais, deixando dezenas de mortos, desaparecidos, milhares de desabrigados e um rastro de destruição em cidades como Ubá, Juiz de Fora, Matias Barbosa e municípios vizinhos. O desastre também reacendeu o debate sobre políticas públicas de prevenção, após vir à tona a informação de que o governo estadual reduziu drasticamente os investimentos no combate e mitigação dos efeitos das chuvas.

Além do impacto humano e material, o episódio ganhou repercussão nacional após a circulação de um vídeo em que uma moradora confronta o governador Romeu Zema durante visita a Ubá. O registro viralizou nas redes sociais, especialmente após publicação no Instagram do Jornal O Impacto, onde ultrapassou a marca de um milhão de visualizações, tornando-se símbolo da indignação popular.

Mortes, desaparecidos e cenário de destruição

Segundo dados oficiais atualizados pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil, a tragédia já contabiliza 47 mortes confirmadas na Zona da Mata mineira, sendo 41 em Juiz de Fora e 6 em Ubá. Além disso, cerca de 20 pessoas permanecem desaparecidas, enquanto as equipes seguem em buscas ininterruptas em áreas de deslizamentos e soterramentos.

O número de desabrigados e desalojados chega a milhares, forçando a abertura de abrigos temporários em escolas, ginásios e centros comunitários. Em diversos bairros, ruas ficaram submersas, casas foram arrastadas pela força da água, pontes ruíram e vias de acesso ficaram interditadas.

Municípios como Matias Barbosa, além de comunidades rurais e bairros periféricos de cidades vizinhas, também foram severamente atingidos, ampliando a dimensão regional da catástrofe.

Cortes de 96% em verbas de prevenção

Levantamentos com base em dados do Portal da Transparência de Minas Gerais, analisados por veículos da imprensa nacional, revelam que o governo do estado promoveu uma redução de aproximadamente 96% nos recursos destinados a ações de prevenção e resposta aos impactos das chuvas.

Evolução dos investimentos:

2023: R$ 134,8 milhões

2024: R$ 41,1 milhões

2025: R$ 5,8 milhões

2026 (até fevereiro): R$ 36 mil

A queda representa uma redução de cerca de R$ 129 milhões em apenas dois anos. Os recursos faziam parte do programa “Suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas”, responsável por obras de drenagem urbana, contenção de encostas, prevenção de enchentes, gestão de riscos e apoio emergencial a municípios vulneráveis.

Em 2025, quase toda a verba remanescente foi destinada a intervenções em rodovias, praticamente zerando os investimentos diretos em prevenção urbana e proteção de áreas residenciais.

Governo Zema contesta números

Diante da repercussão negativa, o governo de Romeu Zema afirmou que os dados não refletem a totalidade dos investimentos realizados, citando aportes de R$ 200 milhões em obras de piscinões na Região Metropolitana de Belo Horizonte e R$ 70 milhões na aquisição de kits da Defesa Civil.

No entanto, segundo especialistas e levantamentos jornalísticos, esses valores não constam diretamente no programa específico voltado à prevenção dos impactos das chuvas, justamente o que sofreu os cortes mais expressivos, o que levanta questionamentos sobre a real prioridade dada ao tema.

Ações do governo estadual após a tragédia

Após o agravamento da situação, o governo de Minas enviou para as cidades atingidas:

Equipes da Defesa Civil estadual

Reforço do Corpo de Bombeiros

Kits de limpeza, colchões, roupas e produtos de higiene

Detentos do sistema prisional para auxiliar na limpeza urbana

Apesar das medidas emergenciais, não houve anúncio imediato de repasse financeiro robusto para reconstrução das áreas destruídas. O governo informou que realizaria avaliações técnicas para definir valores e cronogramas, o que gerou críticas por parte da população e lideranças locais.

Governo federal entra em campo com equipes e recursos

O governo federal, sob comando do presidente Lula, mobilizou rapidamente uma força-tarefa para atender os municípios atingidos.

Entre as principais medidas estão:

Envio da Defesa Civil Nacional

Mobilização da Força Nacional do SUS

Apoio logístico e técnico do Sistema Único de Assistência Social

Reforço nas equipes de resgate e atendimento médico

Reconhecimento federal do estado de calamidade pública

Também foram liberados recursos financeiros emergenciais, totalizando R$ 3,4 milhões, sendo R$ 482,4 mil destinados exclusivamente a Ubá e R$ 2,9 milhões para Juiz de Fora. Além disso, foi anunciado auxílio financeiro direto às famílias desabrigadas.

Vídeo viral e indignação popular

Durante a visita do governador a Ubá, uma moradora gravou um vídeo cobrando ações imediatas, criticando o tom político da agenda oficial e questionando a ausência de ajuda prática naquele momento. O registro ganhou forte repercussão nacional.

Após publicação no Instagram do Jornal O Impacto, o vídeo ultrapassou 1 milhão de visualizações, acumulando milhares de curtidas e comentários. O conteúdo tornou-se um dos principais símbolos da revolta popular diante da tragédia, evidenciando a insatisfação com a resposta estadual e a cobrança por políticas públicas mais eficazes de prevenção.

Especialistas alertam: prevenção custa menos que reconstrução

Especialistas em gestão de riscos e engenharia urbana destacam que investimentos em prevenção são significativamente mais baratos do que os custos sociais e financeiros da reconstrução após desastres. Obras de drenagem, contenção de encostas e mapeamento de áreas de risco poderiam reduzir drasticamente o número de vítimas e prejuízos materiais.

A tragédia reacende o debate sobre o planejamento urbano, a ocupação desordenada de áreas vulneráveis e a necessidade de políticas permanentes de adaptação às mudanças climáticas.

Cenário ainda é de alerta

Com o solo encharcado e previsão de novas chuvas, a Defesa Civil mantém alerta máximo para risco de novos deslizamentos. As buscas por desaparecidos continuam, enquanto milhares de famílias enfrentam o desafio de reconstruir suas vidas.

Resumo da tragédia na Zona da Mata (até 26/02/2026)

Mortes confirmadas: 47

Desaparecidos: cerca de 20

Desabrigados e desalojados: milhares

Principais cidades atingidas: Juiz de Fora, Ubá, Matias Barbosa e municípios vizinhos

Recursos federais emergenciais: R$ 3,4 milhões.




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