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Família de vítima de feminicídio na Paraíba relata dor e desafios após crime que deixou criança baleada

Publicada em 01/04/2026 às 08:45h - 441 visualizações - Antenor Gonçalves Neto - DRT: 18.587/MG


Família de vítima de feminicídio na Paraíba relata dor e desafios após crime que deixou criança baleada
 (Foto: Divulgação)



A família de Cláudia Kell de Oliveira, vítima de feminicídio no município de Itaporanga, no Sertão da Paraíba, voltou a falar sobre as consequências do crime que abalou toda a estrutura familiar. O caso ocorreu em 2025 e segue marcado por traumas profundos, especialmente entre os filhos da vítima e os parentes mais próximos.

Cláudia foi morta por Elson Felix de Souza, de 35 anos, que também atirou contra a filha do casal, na época com apenas 1 ano de idade. A criança sobreviveu, mas precisou permanecer internada por dois meses no Hospital de Trauma de Campina Grande antes de receber alta. Atualmente, ela vive sob os cuidados da família materna, assim como os outros três filhos da vítima.

Em entrevista à TV Paraíba, familiares relataram as dificuldades enfrentadas desde o crime. A irmã da vítima, Adriana Oliveira, destacou o impacto emocional e revelou que não conseguiu vivenciar o luto imediatamente, pois precisou se dedicar integralmente aos cuidados da sobrinha ferida.

Segundo ela, a dor se intensificou após a alta hospitalar da criança, quando houve tempo para assimilar a perda. Adriana contou que chorava diariamente ao relembrar a irmã e toda a situação vivida pela família.

O pai da vítima, Ruzivete Clemente, também relembrou episódios de violência doméstica sofridos por Cláudia durante o relacionamento com o autor do crime. De acordo com ele, as agressões eram recorrentes e graves, incluindo situações que exigiram atendimento médico.

Elson Felix de Souza foi preso em junho de 2025 e permanece detido aguardando julgamento. Conforme informações da Polícia Civil, ele já possuía cinco passagens por violência doméstica contra a vítima. O crime ocorreu poucos dias após ele deixar a prisão.

Após o assassinato, o suspeito fugiu e foi localizado em uma área de mata próxima a Itaporanga, onde estava escondido com apoio de integrantes de uma facção criminosa da região do Vale do Piancó. Ele acabou sendo capturado com auxílio do setor de inteligência policial.

Além da filha mais nova, que foi baleada, Cláudia deixou outros três filhos, atualmente com 11, 7 e 4 anos, que estão sob os cuidados dos avós maternos. A família afirma que tem se esforçado para oferecer suporte e estabilidade às crianças diante da ausência da mãe.

Parentes destacam que a prioridade desde o início foi garantir o bem-estar dos filhos da vítima, assumindo responsabilidades que antes eram desempenhadas por Cláudia.

Agora, a expectativa da família está voltada para o julgamento do caso. Os familiares cobram justiça e defendem que o acusado permaneça preso, como forma de responsabilização pelo crime e de proteção à sociedade.

O caso reforça o cenário preocupante da violência contra a mulher na Paraíba, onde mais de 30 feminicídios foram registrados em 2025, segundo dados citados na reportagem.

 

Jornalista: Antenor Gonçalves Neto |  DRT: 18.587/MG




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