A cantora Ana Castela tornou-se um dos assuntos mais comentados da semana após ter seu nome associado a duas controvérsias em sequência. A primeira delas ocorreu no último domingo (23), quando o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou uma foto ao lado da sertaneja durante a Festa do Peão de Barretos. Na imagem, a artista aparece sorridente fazendo o gesto do número "22" com as mãos — símbolo associado ao Partido Liberal.
A publicação gerou forte divisão nas redes sociais. Enquanto apoiadores celebraram o gesto e a própria cantora comentou com emojis na postagem, críticos questionaram seu posicionamento político, o que culminou em "unfollows" de artistas conhecidos e debates acalorados entre internautas.
Paralelamente à repercussão da foto, novos dados divulgados no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) trouxeram à tona o volume de verbas públicas direcionadas aos shows de Ana Castela em 2026. Um levantamento apontou 26 contratos firmados por prefeituras de várias regiões do país, totalizando R$ 22,68 milhões em cachês.
Entre os casos que mais chamaram atenção está o do município de Nova Belém (MG). Com apenas 3.151 habitantes, a prefeitura fechou um contrato de R$ 900 mil para um único show da artista. O montante equivale a aproximadamente 8,7% de todo o valor recebido pela cidade em repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2026.
Além dos valores do PNCP, outro contrato de destaque inclui a apresentação na Expo São Fidélis (RJ), onde a cantora receberá R$ 850 mil bancados por emenda federal de R$ 1 milhão da deputada Dani Cunha (PL-RJ), repassada via programa "Turismo com Música". A maioria das cidades que contrataram a artista é gerida por prefeitos de partidos de direita e centro, liderados por siglas como PSD, PP e PSDB.
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