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Conhecimento que Liberta: A Grandeza da África e a Força da Consciência Negra

Um mergulho nas civilizações africanas, nos legados apagados pela história e na importância de reconhecer, honrar e transformar o presente através do respeito e da consciência.

Publicada em 16/11/2025 às 17:36h - 433 visualizações - Dalgiza Rufino Marques


Conhecimento que Liberta: A Grandeza da África e a Força da Consciência Negra
 (Foto: Reprodução da internet)



O conhecimento é uma das forças mais transformadoras que existem. Ele não apenas amplia nossa visão de mundo, mas também nos ajuda a compreender melhor quem somos e o que podemos nos tornar. 
Aprender não significa apenas acumular informações, mas desenvolver sensibilidade, empatia e consciência. Quando conhecemos mais, julgamos menos. Crescemos mais. Evoluímos com propósito. O conhecimento nos ensina a olhar o outro com respeito, a tomar decisões com responsabilidade e a enxergar possibilidades onde antes só víamos limitações. Por isso, nesse mês de novembro, vamos conhecer um pouco mais sobre África: o berço da Humanidade.
O CONTINENTE   AFRICANO   DOS  GRANDES   IMPÉRIOS
É utópico dizer que a África é constituída apenas por animais-símbolo como leões, girafas, zebras,  elefantes e tribos com homens negros nus em caçadas primitivas. Na verdade, o continente africano é bem mais que tudo isso. É soberano em grandes civilizações, mesmo antes da Era Cristã.
São poucas as informações sobre a história  da  África nesse período devido a tradição oral e não documental, mas é possível descrever  as civilizações mais avançadas e os grandes impérios do continente africano. Dentre eles podemos citar: Mali, Nigéria, Etiópia, Egito, Gana, Senegal e Congo. Foram sociedades influentes, impérios e reinos organizados e prósperos e  que dominaram outros povos.
A civilização desses povos era avançada tanto na questão econômica com grandes centros comerciais de produtos africanos; como na intelectualidade.  Aqui surgiu a primeira escrita hieroglífica,( que posteriormente se transformou no nosso alfabeto silábico),  a medicina,  o conhecimento de antibióticos, a prática da mumificação.Temos, como exemplo, a cidade de Tombuctu, em pleno século XIV, com a primeira universidade do mundo: Sankoré. Aqui se desenvolveu a matemática, bem antes da matemática grega; o relógio solar, o sistema de pesos e medidas como hoje o conhecemos e a maior construção do mundo:  as Pirâmides.
A história da África é uma das mais antigas do mundo. De acordo com descobertas, a espécie “Homo Sapiens” seria originária no continente e depois se espalharia  por todo o mundo. É também na África que se encontra  rios fascinantes e poderosos, dentre eles  rio Nilo,  rio que traz a vida ao deserto e floresce trazendo riqueza. 
É na África que acontece a primeira revolução tecnológica da humanidade. O  homem que antes vivia da caça e pesca aprende a produzir o fogo por atrito, e a partir daí constrói ferramentas com materiais ferrosos e não ferrosos. 
Na África tem países com grandes jazidas de petróleo, gás natural, ouro e diamante. Isso fez com que grandes potências européias se sentissem atraídas e iniciassem uma  exploração sem fim no território africano. O que mudaria para sempre o modo de viver dos africanos. 
Por isso é importante compreender que os homens e mulheres que aqui chegaram, trouxeram o  conhecimento junto com eles, é compreender que milhões de homens e mulheres negras caminharam antes de nós, abrindo trilhas onde antes só havia negação. Foram mãos negras que plantaram, que ergueram cidades, que criaram ritmos, palavras, sabores, rezas, afetos. Foram vozes negras que, mesmo silenciadas, nunca deixaram de existir. E é por elas — mas também por nós — que seguimos levantando a cabeça, afirmando nossa humanidade e reivindicando respeito.
Que este momento sirva para nos lembrar que respeito não é favor, igualdade não é utopia e que cada gesto antirracista é uma forma de construir o futuro que merecemos. Um futuro onde todas as pessoas — de todas as cores — possam viver sem medo, sem violência e sem silenciamentos.
 É sobre existir com orgulho. É sobre transformar o mundo, começando pelo olhar de cada um de nós. Celebrar a Consciência Negra é olhar para o presente e perguntar: que legado nós deixaremos?
 
Axé Dalgiza



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1 comentário


Maria Inês

16/11/2025 - 18:54:07

Obrigada por partilhar seu conhecimento, sua sensibilidade e enorme sabedoria, querida professora e amiga Dalgiza. Parabéns por nos fazer raciocinar sobre a África e sobre o Brasil. Nossos pais africanos tiveram seus territórios invadidos pela ganância de outros povos. O Brasil já passou por isso e corre o risco de voltar à mesma situação, pois os EUA querem nossas riquezas e temos deputados capazes de fazer o papel de capitão do mato, entregando seu povo ao dominador.Somos fortes e venceremos


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