A corrida eleitoral pelo Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo, apresenta um quadro de indefinição significativa. Dados da mais recente pesquisa realizada pelo instituto Quaest revelam uma disputa aberta, onde o alto índice de desconhecimento dos eleitores em relação aos candidatos desponta como um fator determinante para os próximos meses de pré-campanha.
O levantamento, que ouviu 1.104 eleitores capixabas entre os dias 22 e 25 de março, aponta que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não consolidou sua escolha, o que abre espaço para oscilações nas intenções de voto à medida que os nomes ganham maior visibilidade.
Na sondagem estimulada, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) aparece à frente, com 26% das intenções de voto. Na sequência, a disputa apresenta um equilíbrio entre nomes ligados a diferentes espectros políticos:
Ricardo Ferraço (MDB): 26%
Magno Malta (PL): 18%
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 17%
Helder Salomão (PT): 6%
Indecisos: 20%
Brancos, nulos ou não pretendem votar: 13%
O dado que mais chama a atenção na pesquisa é o alto percentual de indecisos, que somado aos eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, ultrapassa 30% do total. Especialistas apontam que este índice elevado é reflexo do estágio inicial do processo eleitoral, onde muitos candidatos ainda não tiveram seus nomes ou plataformas devidamente apresentados ao público estadual.
O instituto também explorou cenários de segundo turno, simulando embates diretos entre os principais nomes testados. As projeções indicam que Ricardo Ferraço seria competitivo em diversos confrontos, enquanto figuras como Lorenzo Pazolini demonstram resiliência, especialmente em embates contra nomes mais ligados à base governista ou à oposição tradicional.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob os protocolos ES-09728/2026 e BR-02300/2026, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
O Impacto continuará monitorando as movimentações partidárias no Espírito Santo. Com a proximidade das convenções, a tendência é que os nomes com menor reconhecimento busquem estratégias de comunicação mais agressivas para reduzir o gap de desconhecimento e buscar o voto do eleitor ainda indeciso.
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