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Câmara de Governador Valadares aprova impeachment de Coronel Sandro durante sessão marcada por apagão

Vice-prefeito José Bonifácio Mourão assume a Prefeitura após vereadores aprovarem a cassação por ampla maioria em meio a denúncias envolvendo contratos do transporte escolar

Publicada em 15/05/2026 às 06:39h - 166 visualizações - Antenor Gonçalves Neto DRT: 18.587/MG


Câmara de Governador Valadares aprova impeachment de Coronel Sandro durante sessão marcada por apagão
 (Foto: Divulgação)



A Câmara Municipal de Governador Valadares aprovou, nesta quinta-feira (14), a cassação do mandato do prefeito Coronel Sandro, em uma sessão marcada por tensão e interrupções no fornecimento de energia elétrica no plenário. O impeachment foi aprovado por 18 votos favoráveis e 3 contrários, superando o mínimo de 14 votos necessários para a perda do mandato.

Com a decisão, o vice-prefeito José Bonifácio Mourão assume o comando da Prefeitura de Governador Valadares. Mourão, filiado ao PL, já foi prefeito do município entre os anos de 1997 a 2001 e de 2005 a 2009, além de ter exercido mandato como deputado estadual.

A votação ocorreu em meio a um clima de forte tensão política. Durante a sessão, as luzes do plenário chegaram a ser desligadas, obrigando os vereadores a prosseguirem parte dos trabalhos de forma improvisada.

Essa é a primeira vez na história política de Governador Valadares que um prefeito perde o mandato após um processo de impeachment conduzido pelo Legislativo municipal.

O processo foi instaurado após denúncias envolvendo supostas irregularidades no contrato do transporte escolar da rede municipal de ensino. A acusação aponta falhas na condução e execução do serviço após a troca da empresa responsável pelo transporte dos estudantes.

Segundo a denúncia, protocolada pelo morador Fabiano Márcio da Silva, a Prefeitura teria rescindido, em julho do ano passado, o contrato com a cooperativa CPTRANSLETE, responsável pelo sistema escolar. Pouco tempo depois, a empresa Alphavia Transportes e Máquinas passou a operar as rotas escolares.

Ainda conforme a acusação, a adesão do município ao Consórcio Interfederativo de Minas Gerais (Ciminas), utilizado para viabilizar o novo contrato, só teria sido oficializada em setembro de 2025, cerca de um mês após o início das operações da nova empresa. O extrato contratual também teria sido publicado apenas em outubro.

A denúncia ainda sustenta que a nova empresa utilizou parte da estrutura anteriormente vinculada à cooperativa que havia deixado o serviço.

Antes da votação, Coronel Sandro tentou na Justiça suspender o andamento do processo de impeachment, mas o pedido foi negado pelo juiz Anacleto Falci, da 2ª Vara Cível da cidade.

Além da denúncia envolvendo o transporte escolar, a Câmara também recebeu um segundo pedido de impeachment relacionado à compra de kits escolares. A nova acusação aponta que o município teria pago valores até R$ 7,8 milhões acima de preços registrados em atas de outros consórcios públicos e do governo federal.

Jornalista: Antenor Gonçalves Neto | DRT: 18.587/MG




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