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Cataguases-MG: Polícia confirma que madrasta envenenou enteado e companheiro com chumbinho

Menino de 6 anos segue internado em estado grave na UTI Pediátrica de um hospital em Ubá. Já o pai dele recebeu alta na noite de quinta-feira (24) da Santa Casa de Cataguases.

Publicada em 25/07/2025 às 15:10h - 1078 visualizações - Mayco Lima


Cataguases-MG: Polícia confirma que madrasta envenenou enteado e companheiro com chumbinho



A Polícia Civil concluiu que a mulher de 61 anos envenenou o companheiro e o enteado com chumbinho — produto clandestino, altamente tóxico e conhecido popularmente como “veneno de rato”. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (25) à TV Integração pelo delegado Conrado Rodrigues Guedes, responsável pelo caso.

Segundo ele, a substância foi encontrada no quarto da madrasta.

Ainda não há confirmação sobre como o chumbinho foi ingerido pelas vítimas, mas a polícia suspeita que a substância tenha sido colocada no prato durante uma refeição, que teve macarrão, feijão e frango.

Inicialmente, a hipótese era de envenenamento do feijão, mas a perícia constatou que a porção recolhida da panela não tinha vestígios do veneno.

“O companheiro dela disse que percebeu uma substância escura no fundo do prato e perguntou o que era. Ela respondeu que era o tempero da comida”, contou o delegado.

A perícia também constatou que algumas vasilhas da residência foram lavadas antes da chegada da polícia, o que pode indicar tentativa de ocultação de vestígios.

O menino de 6 anos segue internado em estado grave na UTI Pediátrica do Hospital Santa Isabel, em Ubá, desde o dia 13 de julho, data do crime. Já o pai dele, de 51 anos, recebeu alta na noite de quinta-feira (24) da Santa Casa de Cataguases.

Conforme as investigações da Polícia Civil, Maria Amélia Campos tirou a própria vida logo após envenenar o marido e o enteado.

Motivação do crime

De acordo com o delegado Conrado Guedes, a suspeita é de que a mulher tenha envenenado a comida por razões passionais, motivadas por ciúmes ou vingança.

Depoimentos apontam que ela se irritou com a família do enteado após a mãe do menino cobrar o pagamento de pensão alimentícia. Outras duas motivações seriam a não aceitação do resultado positivo do exame de DNA que comprovou a paternidade e ciúmes em relação à mãe da criança.

As investigações também indicam que Maria Amélia já teve um relacionamento com o avô materno da criança e, posteriormente, passou a se relacionar com o pai do garoto.

As investigações seguem em andamento. Com a morte de mulher, o inquérito será concluído e encaminhado ao Poder Judiciário com sugestão de arquivamento.

FONTE - G1 ZONA DA MATA




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