O jovem suspeito de incendiar a própria namorada, a professora Luana Leal Silva Rocha, de 26 anos, se apresentou espontaneamente à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (8), na Delegacia Regional de Três Corações. O crime ocorreu na última sexta-feira (5), no distrito de Sobradinho, em São Tomé das Letras (MG), e é investigado como tentativa de feminicídio.
O suspeito, de 19 anos, compareceu à delegacia acompanhado dos pais e de um advogado. Ele permaneceu por menos de 20 minutos com o delegado responsável pelo caso e optou por não responder às perguntas, exercendo o direito de permanecer em silêncio. Após o procedimento, foi liberado e responderá ao inquérito em liberdade, podendo essa condição ser revista conforme o andamento das investigações.
Luana teve cerca de 60% do corpo atingido pelas queimaduras e segue internada em estado grave na UTI da Santa Casa de Poços de Caldas. Segundo informações médicas, a vítima está intubada, sedada e em uso de medicamentos vasoativos.
De acordo com a defesa do jovem, ele não teria fugido após o ocorrido e teria deixado o local para buscar ajuda. Outros esclarecimentos, segundo o advogado, deverão ser apresentados ao longo do processo investigativo.
As investigações tiveram início oficial nesta segunda-feira, com a oitiva de vizinhos da residência onde o crime aconteceu. Quatro pessoas já foram ouvidas. O depoimento da vítima será colhido assim que houver melhora em seu quadro clínico.
Segundo a Polícia Militar, o caso ocorreu por volta das 15h de sexta-feira. Ainda consciente, a vítima relatou aos policiais que, após uma discussão, o companheiro utilizou um galão de gasolina para atear fogo nela. Após o ataque, moradores da região prestaram os primeiros socorros e a levaram ao posto de saúde do distrito.
No local do crime, a perícia encontrou um galão de aproximadamente dois litros com vestígios de combustível, que foi apreendido para análise.
O casal mantinha relacionamento há cerca de um ano. Luana mora sozinha e atua como professora. O suspeito reside na casa da avó e trabalhava como garçom em um restaurante da região. Não há registros de antecedentes criminais nem de violência anterior envolvendo o casal.
Familiares da vítima cobram justiça e acompanham com apreensão a evolução do estado de saúde da jovem. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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